Weezer agora é pop. E isso não é ruim.
Banda lança sétimo álbum, e se distância ainda mais do Rock Alternativo que a consagrou.
Weezer, a banda liderada pelo nerd Rivers Cuomo, sempre tida como um ícone da música alternativa americana, lançou no último dia 3 de novembro Raditude, seu sétimo álbum de estúdio. Para o desespero dos fãs mais xiitas, que idolatram os dois primeiros álbuns da banda: Blue (1994) e Pinkerton (1996), considerados clássicos do indie-rock, a sonoridade da banda está cada vez mais pop.
Não que isso fosse uma novidade para esses fãs mais ortodoxos, para muitos deles o Weezer começou o seu declínio a partir do terceiro álbum, Green (2001) e havia chegado ao ápice em Red (2008). O que muitos não sabiam era que a guinada pop da banda iria se acentuar ainda mais em Raditude, chegando ao ponto de flertarem até com o hip hop, na participação do rapper Lil Wayne na faixa Can´t Stop Partyng. O álbum parece ser uma afirmação clara de que o quarteto, que ainda conta com Patrick Wilson (Guitar), Brian Bell (Drums), Scott Shriner (Bass), esta bem à vontade com as temáticas alegres e divertidas abordadas nos últimos álbuns.
A internet bagunçou toda a indústria fonográfica, hoje em dia vemos bandas como Radiohead distribuírem suas músicas de graça pela rede, e pode-se concluir que linha divisória entre mainstream e underground já não está bastante clara. Soma-se a isso, que vivemos em uma cultura pós-moderna onde as identidades culturais já não são mais uma coisa fixas em si mesmas. Como observa o teórico Stuart Hall, elas são caracterizadas pela fragmentação, tendo em vista o número de informações que o individuo recebe. Tudo isso contribui para mudanças e viradas radicais em termos de estética e sonoridade quando assunto é música. Dentro deste contexto a nova proposta do Weezer se torna totalmente coerente com os tempos atuais.
A tal sonoridade pop só desagrada mesmo aos indie-bitolados, que são figuras pré-históricas que prezam por uma identidade coerente e que ouvem música que ninguém ouve só para parecerem diferentes para os amigos. O resultado do álbum é bastante eficiente e agradável. São 15 músicas, se contarmos os bônus da versão deluxe, onde a impressão que se tem é que banda esta em busca de uma sonoridade redonda ou de uma perfeição pop que poucos conseguiram no mundo do Rock. As três faixas que abrem o disco (if you’re wondering if I want you to) I Want You to, I´am Your Daddy e The Girl Got Hot são o tipo de música que da vontade de pegar a estrada com o som no último volume sem se preocupar com nada.
Concluindo: Raditude é isso mesmo, rock despretensioso, sem aquela rebeldia adolescente de levantar bandeiras ou mudar o mundo, e isso é evidenciado logo na capa, que sem dúvida merece o prêmio de melhor do ano. Bom para quem gosta de boa música, ruim para os indies-bitolados que querem apenas mais do mesmo.

dezembro 9, 2009 às 12:20 am
First !
UEHuhUEHuheuHEUheuHEU
dezembro 13, 2009 às 6:51 pm
puts, o blog fcou legalll!!!i