Todo mundo quer os seus quinze minutos de fama!

Postado em Comunicação, Filmes com as tags , , , em junho 22, 2011 por modernidadetardia

Análise sobre a construção da identidade em um contexto contemporâneo. 

Quantos já não sonharam com a possibilidade de ter uma nova identidade, de ser outra pessoa diferente daquela que se é, com novos gostos, vícios e virtudes, de viver a fantasia do filme “Quero ser John Malkovich” (EUA, 1999). O filme que tem como tema principal, o desejo dos personagens de estarem na pele de outra pessoa, uma pessoa reconhecida, fugindo assim da ordinariedade cotidiana, serve como base para realizar uma reflexão sob a luz do artigo “Isso não é um filme?” (Micael Herschmann e Carlos Alberto Messeder Pereira) de como a interação mediada, que surgiu com os meios de comunicação, vem transformando a construção da identidade dos indivíduos.

Nota-se que os indivíduos das sociedades contemporâneas, têm buscado na mídia os conteúdos que iram compor a suas identidades. A mídia por sua vez, vem cada vez mais dando preferência ao material bibliográfico. Cada vez mais, pessoas comuns, sem talento algum, alcançam o status de celebridades, baseando se apenas em sua história de vida.

Essas novas características iram criar uma perspectiva em que a realidade passa a ser pautada por ela mesma refletida nos meios de comunicação. Como sugere os autores no citado artigo, “essas narrativas biográficas não presenciais e mediáticas nos abastecem de sentidos e significados, orientam em grande medida as nossas vidas.” (Herschmann Pereira, pág 32)

Os autores ainda argumentam que, o interesse do público nos materiais bibliográficos veiculados pela mídia, muitas das vezes servem para suprir determinadas carências. Muitas personalidades servem como referencial de virtudes e de atos heróicos; outras chamam a atenção pelo estilo de vida que levam; e existem aquelas que despertam interesse por serem apenas famosas ou estarem em contato com pessoas famosas, constituindo assim uma forma de escapar do anonimato.

Essa última característica, que ilustra muito bem a questão das celebridades, e a busca frenética pelos quinze minutos de fama, que se instaurou de forma significativa na sociedade contemporânea, está presente em “Quero ser John Malkovich”, onde várias pessoas pagam para permanecerem exatos quinze minutos dentro do corpo do ator John Malkovich, muito pelo fato dele ser apenas uma pessoa famosa e não por reconhecer nele uma pessoa de talento. O filme até ironiza esse fato, quando mostra que algumas pessoas nem sabem ao certo em qual filme John Malkovich atuou. Ficam encantadas apenas por estar perto de uma pessoa famosa.

Percebe-se que os personagens do filme apresentam de certa forma uma personalidade flexível, que muda de acordo com as situações que vão se desenvolvendo. Herschmann e Pereira apontam que as novas tecnologias de comunicação, aliadas ao processo de globalização aumentam de forma considerável a quantidade de informação que os indivíduos recebem. Sendo assim, a identidade desses indivíduos passa a ser multifacetada, e moldada de acordo com as interações sociais. As pessoas passam a interpretar e interagir com as coisas ao seu redor de acordo com aquilo que se torna mais conveniente no momento, sem se preocuparem de estarem sendo incoerentes com sua personalidade. Essa característica pode ser observada no personagem Craig (John Cusack) que assume o corpo de Malkovich apenas para ter o amor da personagem Maxine.

A identidade fragmentada, segundo os autores, é um dos fatores responsáveis pela urgência que o bibliográfico ganhou nos meios de comunicação na sociedade contemporânea. Já que ele surge como um meio de unificar identidades. “Em certo sentido, algumas das características do mundo contemporâneo explicariam a relevância e o crescimento do biográfico, destacando-se, ai, a questão da fragmentação da identidade.” (Herschmann Pereira, pág 33).

O artigo ainda trata da questão das celebridades que ganham reconhecimento em razão de uma engenharia mediática, que tem o poder de transformar pessoas sem nenhum talento aparente em pessoas famosas. É possível reconhecer como funciona o trabalho da engenharia mediática no filme, quando Maxine se torna conhecida como a “mulher por trás do Malkovich titereiro”, situação que ocorre quando Craig assume de vez o corpo de John Malkovich. Ela ganhou visibilidade por estar ligada a uma pessoa famosa, e isso foi trabalhado pela mídia. A imagem dela foi moldada na de uma mulher forte, inteligente e determinada, capaz de ser a mola propulsora do sucesso de quem estiver ao seu lado.

Na década de 60, Andy Warhol dizia que no futuro todo mundo teria direito aos seus quinze minutos de fama. Apesar das já citadas novas tecnologias de comunicação, terem o poder de transformar o comum em extraordinário, não seria exatamente certo dizer que vivemos o futuro profetizado por Warhol, já os quinze minutos de fama são disputados a ferro e fogo por muitas pessoas que não enxergam limites em ações para conseguir visibilidade. Talvez esse desejo exista como um meio inconsciente dos indivíduos enxergarem a identidade fragmentada de formada unificada e coerente.

Apple e U2: Parceria Entre Gigantes.

Postado em Comunicação, Música com as tags , , , , , em maio 30, 2010 por modernidadetardia

iPod U2 Especial Edition: unindo publicidade e entretenimento de forma eficiente na era digital.

Pode-se dividir a história da música em quatro eras distintas: a era dos discos de vinil, a era das fitas K7, a era do CD e a última era (por enquanto), e mais revolucionária de todas, a do iPod, tocador de mídias de digitais da Apple, uma das maiores empresas de tecnologia da atualidade. Pode-se analisar a história da música também, tomando por base os artistas mais importantes e revolucionários que já surgiram, ao fazer isso, é impossível não pensar nos irlandeses do U2, sem dúvida uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos.  A Apple e o U2 se uniram e lançaram o iPod U2 Especial Editon, mostrando que a linha que dividia o entretenimento e o comercio já não existe mais.

O meio publicitário vem sofrendo grandes transformações nos últimos anos. A forma tradicional de divulgar produtos enaltecendo as qualidades destes, já não faz efeito sobre o público consumidor, que desenvolveu algo que pode ser definido como anticorpos contra as mensagens publicitárias. A indústria fonográfica também sofreu um abalo sísmico com o surgimento da internet e com a popularização dos arquivos de MP3, que provocaram uma queda vertiginosa nas vendagens de discos, em razão de um aumento realmente significativo na pirataria.

Como forma de ganhar novamente a atenção do público consumidor, o meio publicitário passa a estabelecer parecerias inusitadas com a indústria do entretenimento. Com isso, conteúdo e comercio passam a caminhar de mãos dadas. Os artistas por sua vez, terminam por baixar a guarda a essa nova forma de divulgação de seus trabalhos, tendo em vista as mudanças que as novas tecnologias trouxeram a indústria cultural. E é justamente sob essa nova perspectiva que foi criada à parceria de “gigantes” entre a Apple e o U2.

A banda irlandesa U2, liderados pelo vocalista Bono Vox, já está na estrada a mais de 30 anos. Seus discos, além de serem sempre elogiados pela crítica, já venderam mais de 120 milhões de cópias em todo o mundo. As turnês mais recentes do U2 estão entre as mais rentáveis e revolucionárias do meio musical. A banda encontrou no lançamento do iPod U2, uma forma de combater a pirataria digital, ao mesmo tempo que mostra estar antenada com o jovem do século XXI, que não tem a cultura de colecionar álbuns em formato físico. Além disso, a banda mantém o seu caráter de revolucionaria, unindo o seu nome com um produto que se tornou símbolo das novas formas do público se relacionar com a música.

A Apple é uma empresa de tecnologia californiana que está no mercado desde 1978, sendo uma das maiores do ramo. Ela ficou famosa pelos computadores Macintosh, que tem o seu próprio sistema operacional. A empresa também é dona do iTunes, que além de disponibilizar a coleção completa do U2 em formato digital, tem o maior acervo digital de músicas do mundo. A empresa é então, uma das lideres no mercado de downloads pagos.

No entanto, a marca registrada da empresa hoje em dia, é sem dúvida o iPod, aparelho que se tornou sinônimo de tocadores de arquivos digitais. Mais do que um produto, o iPod se tornou um símbolo da cultura contemporânea. A parceria com o U2, que é para muitos a maior banda do mundo, serviu como forma da empresa chamar atenção desde público para o seu produto de jeito bastante efetivo: a maior banda, o melhor tocador de músicas. Com essa parceria a Apple conseguiu reforçar ainda mais o seu posicionamento no mercado, conquistando assim a fidelidade do público. Muitas vezes ela é vista não como uma empresa, mas como um estilo de vida.

A parceria entre Apple e U2, serve como exemplo de que estar em dia com o que acontece no mercado é essencial tanto para quem trabalha diretamente com ele, tanto para quem produz conteúdos de entretenimento. Os dois meios se ajudam e todos saem ganhando. Estar aberto a essa nova realidade é estar um passo a frente.

A visibilidade: construindo causas sociais.

Postado em Comunicação, Filmes com as tags , , em maio 22, 2010 por modernidadetardia

Milk, filme estrelado por Sean Pen, é uma aula de como viabilizar uma causa social.

A luta desenfreada que alguns indivíduos travam para obter visibilidade, muitas vezes pode ser entendida como uma manifestação fútil do ego humano, que sempre almeja estar no centro das atenções. Mas em alguns casos a visibilidade, ou a busca por ela, tem contornos mais nobres. Ela pode servir como ferramenta para fomentar a viabilidade de causas sociais, que podem entrar para a pauta de discussões da esfera pública graças à repercussão que recebem. A história verídica do ativista gay, Harvey Milk, retratada no filme Milk (EUA, 2008), estrelado por Sean Pen, mostra muito bem como um movimento social se cria por meio da visibilidade que recebe gradualmente.

Uma análise do filme Milk à luz do artigo “As Relações Públicas na constituição das causas sociais: mobilização como ato comunicativo” dos estudiosos Márcio Simeone Henriques, Clara Soares Braga e Rennan Lanna Martins Mafra, mostra que o movimento iniciado por Harvey Milk, em sua luta pelos direitos dos gays, passa por vários estágios até a sua constituição como causa social.

As etapas de constituição de uma causa social, propostas no artigo, podem ser identificadas no desenrolar do filme, passando pela problematização, a comunhão, a afirmação e a convocação.

A problematização, a primeira etapa, ocorre quando Milk e seu namorado Scott tomam consciência do problema que enfrentam e passam a comunicá-lo. O ato da comunicação é importante nessa etapa como aponta os autores do artigo, já que a problematização não se constitui a apenas da tomada de consciência, mas da produção de um enunciado. É nessa etapa que é verificado se o problema enfrentado é um problema possível de ser coletivizado, é quando ele deixa de ser apenas um problema pessoal para se tornar também um problema para o outro. No filme, isso acontece quando a loja de Milk passa a ser um ponto de encontro para os gays do Bairro Castro.

A segunda etapa, a comunhão, se dá quando existe uma unificação de diversos discursos em apenas um só, que seria o manifesto. É quando o problema passa a ser coletivizado e existindo assim uma co-responsabilidade entre os indivíduos. No filme, essa etapa pode ser identificada quando gays começam a se organizar para lutar contra o preconceito e a violência contra os gays, onde cada indivíduo gay torna-se responsável não apenas com o que acontece consigo mesmo, mas também com o que acontece com os outros homossexuais.

A partir daí entra-se na terceira etapa, a afirmação, Milk decide se candidatar a supervisor da cidade de São Francisco, levantando assim uma bandeira. É nessa etapa como demonstra os autores do artigo, que o movimento passa a ser difundido e a contar com referenciais simbólicos. Milk então passa a ser uma espécie de símbolo da luta pelos direitos dos gays. O movimento gay, a partir de então, tem uma imagem de identificação, uma bandeira. Como o próprio Milk afirma em determinada parte do filme: “Política é como teatro, eu não sou o candidato, o movimento é candidato”.

Na última etapa, a Convocação, o movimento esta pronto, apto e aberto a receber simpatizantes. Não por acaso, Milk, abre todos os seus discursos dizendo que esta lá para “convocar” todos os presentes. Nesse ponto do filme, Milk e seus companheiros de luta começam a buscar aliados para a sua causa e estabelecer estratégias de campanha.

De certa forma, todas essas etapas, como os próprios autores argumentam, ocorrem quase que de forma simultânea, não existindo uma exata delimitação. Isso também pode ser percebido no filme, onde cada fase se sobrepõe a outra. O importante nisso tudo é perceber como a constituição de uma causa se da por meio de um grau crescente de visibilidade. Percebe-se no desenrolar da história que Milk vai ao poucos deixando de ser apenas mais um gay que sofre preconceito para se tornar conhecido no país inteiro como líder de um movimento, dividindo assim a opinião pública.

Wilson Gomes em seu artigo “Publicidade, Visibilidade, Discutibilidade: para uma revisão do conceito de esfera pública política” diz que: “a esfera pública é o domínio social da visibilidade, da troca de razões e da troca de razões públicas”. A existência da esfera pública é imprescindível para existência da democracia e é justamente isso que o movimento gay buscava: a democracia. A partir da iniciativa de Milk, o movimento ganha uma crescente visibilidade tornando-se assim um assunto discutível pela a esfera pública, que por sua vez fomenta a opinião pública, concretizando assim a existência de um problema coletivo.

Conclui-se assim, que a visibilidade, que pode ser vista como algo maléfico por alguns, para a legitimação de um movimento social é extremamente benéfica e necessária. O próprio Wilson Gomes diz: “… na clausura, também se pode discutir e discutir em profundidade, mas o segredo não faz boa democracia.” Por tanto, todo movimento que queira a sua legitimação deve buscar a visibilidade.

O Soundgarden está de volta!

Postado em Música com as tags , , , , em janeiro 5, 2010 por modernidadetardia

Grupo de  Seattle, liderado pelo vocalista Chris Cornell, se reune após  12 anos  de  separação.

Muito se especulou no ano de 2009, sobre uma possível reunião dos membros Soundgarden, banda formada em Seattle, e que despontou junto com a explosão grunge no início da década de 90.

O vocalista Chris Cornell, que após uma breve passagem pelo excelente Audioslave e que andava por caminhos tortuosos em sua carreira solo (seu último álbum, Scream, foi gravado, pasmem, em parceria com o rapper Timbaland) quando questionado sobre uma possível reunião da banda que o consagrou, sempre negava ou dizia  que  existia a possibilidade caso alguém tomasse a iniciativa mas que ele não estava lá muito disposto.

Mas eis que no último dia do ano, via Twitter, o cantor anunciou que após 12 anos de rompimento, o grupo que ficou famoso mundialmente pela belíssima Black Hole Sun, estava se reunindo novamente.

Por enquanto não se sabe em que consiste essa reunião, se será apenas para uma turnê caça níquel, como a do Faith no More, ou algo mais duradouro com direito a músicas inéditas. Além disso, resta saber também, se a banda voltará mesmo com sua formação original, já que o baterista Matt Cameron se juntou ao Pearl Jam após a dissolução do Soundgarden e até hoje ocupa o posto de baterista do grupo de Eddie Vedder. Só nos resta aguardar por mais notícias.

Acessem: www.soundgardenworld.com

U2, melhor álbum do ano!

Postado em Música com as tags , , , , , em dezembro 18, 2009 por modernidadetardia

Rolling Stone divulgou em seu site a sua lista de melhores álbuns do ano. U2 lidera a lista.

Na última quinta-feira, dia 17 de dezembro de 2009, a Rolling Stone postou mais uma “listinha” em seu site. Desta vez foram os 25 melhores álbuns do ano de 2009. E a surpresa da lista ficou com o U2 e o seu álbum mais recente, No Line On The Horizon.

Apesar das vendas não estarem sendo expressivas como é o costume dos lançamentos do U2, e além de não estar recebido criticas muito positivas, (alguns críticos acusam a banda de estar copiando quem os copia) o álbum ficou em primeiro lugar, seguido de Working On a Dream de Bruce Springsteem. O Green Day aparece em quinto com o 21 St. Centruy Breakdown

Eu, particularmente, acredito que a lista foi injusta com dois álbuns muito bons lançados este ano.  O primeiro é o The Resistence do Muse.  Lançado em setembro deste ano,  o quinto álbum deste trio inglês, tem algo que pode ser definido como uma grandiosidade pretensiosa bastante eficiente. A sonoridade é uma mistura de Queen e Depeche Mode. O outro álbum é o Raditude do Weezer (ver crítica aqui). Uma pena.

Confira os 10 primeiros, a lista completa você confere aqui:

1.U2
NO LINE ON THE HORIZON

2. Bruce Springsteen
WORKING ON A DREAM

3. Phoenix
WOLFGANG AMADEUS PHOENIX

4.Jay-Z
THE BLUEPRINT 3

5. Green Day
21ST CENTURY BREAKDOWN

6. Dirty Projectors
BITTE ORCA

7. Neko Case
MIDDLE CYCLONE

8. The-Dream
LOVE VS MONEY

9. The xx
THE XX

10. Sonic Youth
THE  ETERNAL

Bon Jovi no topo das paradas,mais uma vez.

Postado em Música com as tags , , , em dezembro 18, 2009 por modernidadetardia

Álbum The Circle, o décimo primeiro disco do Bon Jovi, se torna o quarto disco da banda a chegar no topo.

The Circle, o mais novo álbum do Bon Jovi, décimo primeiro da carreira, se tornou o quarto álbum do grupo a chegar ao topo das paradas. Na estrada desde 1983, banda já vendeu mais de 120 milhões de discos mundo a fora. A turnê do álbum anterior, Lost Highway, fechou o ano de 2008 como a mais rentável do ano.

O novo álbum representa uma volta à sonoridade Hard Rock, responsável por consagrá-los e que a banda já vinha deixando de lado nos últimos alguns álbuns. A sonoridade esta bem próxima ao álbum These Days de 95, e algumas coisas chegam a lembrar músicas como Living on a Prayer do álbum Slippery When Wet, o maior sucesso comercial da banda na década de 80, e responsável por apresentar o Bon Jovi ao mundo.

The Circle não tem quase nenhuma balada romântica, uma das marcas registradas da banda, e em geral as músicas falam sobre política, guerras e em especial sobre a crise que assolou o mundo no último ano. O primeiro single,  recebeu um clipe bastante interessante, que reúne cenas de fatos e pessoas importantes para história do mundo e que fizeram grandes mudanças. Confiram:

Seja você mesmo usando um Ray-Ban.

Postado em Comunicação com as tags , , , , , , em dezembro 15, 2009 por modernidadetardia

Never Hide, uma ótima campanha da Ray-Ban baseada no conceito Advertainment.

Pegando carona no post sobre Advertainment feito há alguns dias, o post de hoje irá falar um pouco sobre a campanha Never Hide da marca Ray-Ban. Toda a campanha foi desenvolvida baseada no conceito Advertainment de unir publicidade e entretenimento.

A campanha Never Ride, que existe desde 2007, foi uma estratégia criada pela agência TBWA/Chiat/Daya a pedido da Ray-Ban, e tem como intuito reposicionar a marca para os jovens do século XXI.

O tema da campanha gira em torno da questão de identidade. Ela tenta passar a idéia de que uma pessoa nunca deve negar ou esconder o seu estilo, e que usar um Ray-Ban seria uma forma de não esconder esse estilo ou identidade. Por isso o nome Never Hide, em português, “Nunca esconda”. Os óculos Ray-Ban seriam assim, ideais  para imprimir originalidade a qualquer estilo.

Para atingir o seu público alvo, a campanha utilizou-se basicamente da internet e de Marketing de Guerrilha. Inicialmente foi realizado um tipo de gincana onde as pessoas enviavam fotos para o site da marca, usando os óculos da mesma, em situações cotidianas. Essas fotos, posteriormente, foram exibidas em vários telões na Time Square em Nova York, dando assim visibilidade de uma forma um tanto inusitada (uma das propostas do Marketing de Guerrilha) para a Ray-Ban.

Depois disso, teve início a série de vídeos Never Ride Films, que desde 2007 vem disseminando vídeos de forma viral (viral é uma vertente do Marketing de Guerrilha) pela internet. Até hoje foram lançados 18 vídeos e todos eles mostram sempre situações engraçadas ou inusitadas de pessoas usando sempre um Ray-Ban.

Longe de se parecerem com vídeos de publicidade tradicional, eles em geral têm um aspecto amador, como se fossem vídeos caseiros feitos por uma pessoa comum e posteriormente colocados no Youtube.  Em todos os videos, em momento algum é mencionado a marca Ray-Ban, e o slogan Never Hide aparece apenas de relance. É o tipo de vídeo que quando alguém vê, logo quer passar para os amigos verem também.

Confiram alguns bem interessantes logo abaixo, o restante pode ser visto no canal Never Hide Films:

Atividade Paranormal assusta, mas só um pouco.

Postado em Filmes com as tags , , , em dezembro 15, 2009 por modernidadetardia

Utilizando-se da mesma proposta de A Bruxa de Blair, o filme Atividade Paranornal tem grande êxito apenas em sua bilheteria.

O medo do sobrenatural com certeza é algo que esta enraizado na mente humana. E são poucos os filmes que conseguem explorar esse medo primitivo de forma eficiente. Pensando nos filmes de terror que conseguiram com êxito despertar pavor por meio do terror psicológico  o primeiro que me vem à cabeça é A Bruxa de Blair, filme de 1999, que foi produzido  como se fosse um documentário real, mostrando a expedição de três jovens por uma floresta em busca de uma lendária bruxa. Esses jovens acabam desaparecendo, e o filme seria todo o material filmado dentro da floresta e que supostamente fora encontrado. Tudo mentira claro, mas na época o peixe foi vendido como se sendo verdade, a internet não era  popular como é hoje, e muita gente acabou comprando o peixe. Resultado: um filme com orçamento baixíssimo se tornou um das bilheterias mais lucrativas de todos os tempos.

Dez anos depois o filme Atividade Paranormal pega carona na mesma idéia de A Bruxa de Blair, e consegue  o mesmo êxito comercial. Com um orçamento de apenas 15 mil dólares, contra 100 mil de A Bruxa de Blair, o filme já arrecadou quase 200 milhões em apenas um mês de exibição. Uma estratégia de marketing bem elaborada, ínsita as pessoas, via Twitter, a exigir que o filme seja exibido em sua cidade.

Tudo bonito do ponto de vista comercial, mas vamos ao que interessa: apesar do êxito, com o perdão do trocadilho, assustador, o filme infelizmente não assusta como deveria. Mesmo assim,  Atividade Paranormal não pode ser considerado um filme ruim, mas esta longe de ser um dos melhores suspenses de todos os tempos como muitos estão dizendo por ai.

A história é muito simples: o casal de namorados Micah Saloat e Katie Featherston (nomes reais dos atores) se mudam para uma casa e começam a ouvir barulhos estranhos à noite. O homem da casa, Micah, com intuito de defendê-l,  compra uma câmera e resolve filmar cotidiano do casal, inclusive quando eles dormem para ver se consegue flagrar a ação de algum fantasma ou coisa do tipo. Atividade Paranormal é isso,  imagens que lembram um desses vídeos amadores postados a cada minuto no Youtube. E é justamente nessa característica que reside uma faca de dois gumes para a credibilidade do filme: a qualidade digamos, amadora, do filme, consegue transportar o telespectador para dentro da história, mas não consegue fisga-lo. Em outras palavras, é muito evidente que o filme é uma ficção, apesar de sua intenção ser  a de não ser. Nesse quesito A Bruxa de Blair esta há anos luz a frente.

Atualmente, por ser uma coisa bastante comum, filmar o próprio cotidiano, o filme simplesmente não convence no que se propõe. A premissa do filme consegue ser interessante, e tem vários momentos que o filme consegue arrancar sustos ao afligir com o seu terror psicológico. No entanto, o filme falha no seu desenvolvimento, intercalando cenas monótonas e desnecessárias do casal  discutindo a luz do dia se devem filmar ou não, com cenas filmadas enquanto dormem, onde a câmera registra coisas que assustam de verdade e outras que apenas tentam assustar.

De qualquer forma o filme  dirigido pelo estreante Oren Peli, tem concorrido a vários  prêmios de festivais de cinema independente e  vale a pena ser visto, pois é sempre bom assistir filmes que conseguem romper com os padrões hollywoodianos, ainda que de forma uma pouco parca como Atividade Paranormal.

Líder do Weezer recebe alta do hospital

Postado em Música com as tags , , , em dezembro 14, 2009 por modernidadetardia

Rivers Cuomo, vocalista do Weezer, recebe alta após ficar uma semana internado.

Internado desde o penúltimo domingo, 6 de dezembro de 2009, o vocalista e lider da banda Weezer, Rivers Cuomo, recebeu alta do Hospital St. Mary’s em Amsterdã, Nova York, nesta segunda-feira, 14 de dezembro.

O ônibus que transportava Rivers, junto de sua esposa e filha, se envolveu em um acidente quando seguia de Toronto, Ontário, para Boston, Massachusetts, onde o Weezer realizaria um show.

O músico fraturou três costelas e foi logo levado ao hospital. Em razão do acidente, todos os shows da turnê de divulgação do álbum mais recente do Weezer, Reditude, para o mês de dezembro foram cancelados.

Recentemente foi lançado o clipe do primeiro single de Raditude, (If You´re Wondering If I Want You To)I Want You, o video ambientado na década de  50, na fictícia cidade de Weezerville, é muito divertio, um dos melhores do Weezer até hoje, confiram:

Publicidade, vendendo valores sociais.

Postado em Comunicação com as tags , , , , em dezembro 14, 2009 por modernidadetardia

Video criado pela agência DDB Australia vende valores sociais de forma criativa.

Em geral quando se fala em publicidade a idéia que se tem é que a propaganda é sempre algo maléfico do ponto de vista ético, já que o seu único fim é despertar o consumo. Uma ferramenta em prol do capitalismo, como diria alguns. Sendo assim, para quem exerce ou pretende exercer a profissão de publicitário, é sempre gratificante ver comerciais como “Children see, Children do” ( Crianças vêem, Crianças fazem) onde a criatividade é usada no intuito vender valores sociais.

O vídeo foi criado pela agência DDB Australia a pedido da ONG Child Friendly Australia, e se propõe a conscientizar a sociedade do papel fundamental dos pais na formação dos filhos. Mostrando que os filhos são nada mais que um reflexo dos pais, e que toda ação por eles realizadas, seja ela boa ou ruim, não é nada mais que uma tentativa de imita-los.

O resultando do vídeo é bastante eficiente. As imagens são construídas em cenas do cotidiano, fazendo com que o receptor consiga se colocar na pele  dos personagens.  A mensagem do video consegue despertar a sensibilidade de qualquer um que o assista.  Prova disso,  é que o video foi premiado no Festival de Cannes em 2007.

Confira o vídeo:

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